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desinteressadamente, o desiderato de servir à sociedade,
nos tornamos a luz do mundo.
Decididamente, não somos capazes de conviver com as
injustiças. Elas nos sufocam, nos incomodam, e quando
delas nos aproximamos, sentimo-nos como se estivéssemos
acometidos de um profundo e insuportável mal-estar.
Seria para nós, deveras frustrante, se viéssemos
a partir desta existência, sem que tivéssemos
deixado uma contribuição, por mais modesta que
fosse, objetivando o extermínio desse grande mal.
Em relação a este trabalho, ao qual nos dedicamos
intensamente, por longos anos de meditação,
questionamentos, discussões e experiências práticas,
ora de forma consciente, ora de forma inconsciente, sentimo-nos,
neste mundo, como que designados, exclusivamente, para realizá-lo.
E esta sensação é tão forte que,
a cada dia que passa, apesar do grande amor devotado aos nossos
entes mais queridos, estamos cada vez mais nos sentindo dispensados
das obrigações de pai, esposo etc., sem qualquer
sentimento de perda, como se algo extraordinário viesse,
passo a passo, preenchendo em nosso coração
e mente, aquele espaço, antes exclusivo e reservado
só para eles, liberando-nos para que pudéssemos
nos dedicar inteiramente à defesa desta causa.
Confessamos e pedimos desculpas aos leitores, pelas limitações,
que em dados momentos nos fizeram sucumbir ante o entusiasmo
que abriu e cedeu espaços para os incontáveis
ataques naturais da emoção. Receamos até
que, nessas horas, tenhamos sido demasiados veementes no embate
ideológico, transparecendo a possibilidade de ressentimentos
que, em nós, jamais existiram ou existirão.
Esclarecemos que, o nosso ardente desejo, desde o início,
foi tão-somente, deixar como legado para a posteridade,
a árvore da Democracia, cujo cultivo, hoje, percebemos
não ser tarefa para um homem apenas, mas para toda
uma Sociedade. O fato de não havermos realizado o sonho
por inteiro, não nos deixa frustrados, antes deveras
realizados, pois, se o legado que sonhamos deixar, não
chegou a ser a árvore inteira, contenta-nos a certeza
de que o nosso esforço não foi e nem será
em vão, haja vista dele termos colhido como resultado,
a Semente pronta para germinar, no terreno fértil
da mente e do coração do povo.
O Mestre nos falou: Não vim trazer a paz,
mas a espada. Entendemos a espada
como a idéia que divide, que separa,
que nos encoraja à busca da Paz. E, com certeza,
se Ele não nos trouxe a paz, foi para nos conceder
o prazeroso mérito de conquistá-la com
o nosso esforço e trabalho.
Com Semente de Democracia, ousamos interpretar a idéia
do Mestre, que, ao nosso ver, pretende, num primeiro momento,
através da implementação dos novos Modelos
Econômico e Político, atender plenamente às
necessidades Fisiológicas e de Segurança da
humanidade, para, num segundo momento, redirecionar o seu
esforço rumo à busca do atendimento das necessidades
mais nobres de Auto-Estima e Auto- Realização.
Somente assim acreditamos
seja possível a conquista da Paz, da mais plena Liberdade
e da mais absoluta Justiça, para vivermos num mundo
onde não existam opressores nem oprimidos.
Este, primordialmente,
com esta obra, é o nosso propósito final.
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